STF afasta prefeito e vice de Macapá em operação da PF sobre fraude milionária na Saúde
O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), e o vice-prefeito Mario Neto (Podemos) foram afastados dos cargos por 60 dias por determinação do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal.
A Corte autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN), além do afastamento de servidores públicos. Endereços ligados ao prefeito da capital amapaense foram alvo direto das diligências.
Fraude em licitação na Saúde
A investigação apura suspeitas de fraude em licitação para execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá, uma das principais intervenções de infraestrutura da saúde na capital, com orçamento estimado em cerca de R$ 70 milhões.
Segundo a PF, há indícios de direcionamento do processo licitatório, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo agentes públicos e empresários. O contrato sob suspeita foi firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.
Também foram afastados a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré, e o presidente da Comissão Permanente de Licitação da prefeitura.
Esquema para favorecer contratos milionários
De acordo com os investigadores, o grupo teria atuado para manipular o certame e garantir vantagens indevidas em contratos milionários. Parte dos recursos destinados à obra, ainda segundo a apuração, pode ter sido desviada e posteriormente “lavada” por meio de movimentações financeiras consideradas atípicas.
A operação busca esclarecer se o hospital, projeto estratégico para a saúde pública local, foi utilizado como instrumento para enriquecimento ilícito.
Impacto político
O afastamento do prefeito e do vice provoca forte abalo político na capital do Amapá. Dr. Furlan, filiado ao PSD, é uma das principais lideranças políticas do estado e vinha mantendo protagonismo administrativo.
A decisão do STF reforça o avanço das investigações sobre supostos esquemas de corrupção envolvendo contratos públicos na área da saúde, setor historicamente sensível e alvo frequente de apurações federais.
A defesa dos citados ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
A Operação Paroxismo segue em andamento e novos desdobramentos não estão descartados.
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