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PSD e MDB se aproximam do PT; União Progressista e Republicanos do PL

Os partidos do Centrão chegam às eleições com estratégias distintas nas disputas pelos governos estaduais. Levantamento divulgado pelo UOL mostra que PSD e MDB construíram mais alianças com a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, enquanto Republicanos e a Federação União Progressista, integrada por União Brasil e Progressistas, aparecem mais próximos do PL nas coligações estaduais.

O cenário revela que as alianças regionais não seguem necessariamente o alinhamento adotado pelas siglas na disputa pela Presidência da República. A estratégia permite que os partidos mantenham maior liberdade nos estados para formar chapas competitivas e ampliar suas bancadas no Congresso.

PSB é principal aliado do PT nos estados

O PSB é a legenda que mais se associa à federação governista nas eleições para governador. As duas forças estão juntas em 19 estados, mais da metade das disputas estaduais.

A Federação Brasil da Esperança apoia candidatos do PSB em Acre, Pernambuco e Santa Catarina. Em sentido inverso, o PSB apoia candidatos petistas em oito estados, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Em outras unidades da Federação, as duas forças participam de alianças que têm candidatos de terceiros partidos na cabeça de chapa.

O PDT aparece logo depois, com alianças com a federação governista em 16 disputas estaduais.

PL amplia alianças com partidos do Centrão

O PL e o Podemos aparecem juntos em 14 estados. Em seis dessas disputas, o partido lidera a chapa ao governo, enquanto nas demais alianças a cabeça de chapa pertence a outra legenda.

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, também mantém uma relação relevante com o campo ligado ao PL. Segundo o levantamento, candidatos das duas siglas recebem apoio do partido em seis estados, Acre, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Piauí e Tocantins.

Apesar dessas alianças estaduais, a federação decidiu não apoiar Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, mantendo autonomia para os diretórios regionais. A estratégia é semelhante à adotada por outras siglas do Centrão, que priorizam acordos locais e preservam espaço de negociação na corrida nacional.

PSD e MDB adotam caminho diferente

O PSD aparece mais próximo do PT nas alianças estaduais. As duas legendas formaram chapas conjuntas em dez disputas, com a sigla governista apoiando candidatos do PSD em cinco delas.

O MDB também estabeleceu mais acordos com o campo petista do que com o PL. As duas legendas estão juntas em oito disputas pelos governos estaduais.

A movimentação reforça a estratégia de partidos que, embora façam parte do Centrão, procuram manter liberdade para negociar alianças de acordo com a realidade política de cada estado.

Alianças estaduais não reproduzem disputa presidencial

A divisão demonstra que a eleição de 2026 terá uma dinâmica diferente entre as disputas nacional e estadual. Enquanto PT e PL concentram forças na corrida presidencial, partidos como PSD, MDB, Republicanos e a Federação União Progressista preservam alianças regionais variadas.

A opção também pode influenciar a composição das bancadas estaduais e federais, além da eleição para o Senado. O desenho das coligações mostra que, nos estados, a lógica eleitoral é marcada por acordos locais e pela busca de competitividade das chapas.

A Federação União Progressista, por exemplo, reúne União Brasil e Progressistas e possui presença nacional expressiva, com mais de 100 deputados federais e atuação em diferentes regiões do país.

Fonte: Clique aqui

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