Lula será fiscal das entregas e cobra prazos dos ministros
O presidente Lula da Silva (PT-SP) afirmou nesta sexta-feira (6) que vai acompanhar pessoalmente o cumprimento das medidas aprovadas pelo governo e cobrar dos ministros prazos definidos para a execução de cada iniciativa. Durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília, ele disse que integrantes da equipe que não estiverem dispostos a cumprir as determinações terão de deixar a gestão.
“A partir de agora, além da Casa Civil, o Lulinha vai ser fiscal do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar. Aprovou uma coisa, eu quero saber a data de entrega. E também quanto tempo. Quem não quiser fazer, cai fora. Porque o Brasil não pode esperar”, declarou.
A fala reforça a cobrança por resultados que Lula já vinha fazendo à equipe ministerial. Em agosto de 2025, durante uma reunião para avaliar o andamento do governo e projetar entregas, o presidente afirmou que a gestão não tinha mais muito tempo e pediu que os ministros levassem diretamente a ele os problemas que impedissem a execução de projetos.
Desta vez, porém, Lula anunciou que pretende ampliar o acompanhamento das ações, passando a fiscalizar também os prazos de conclusão, além do trabalho de coordenação realizado pela Casa Civil, atualmente comandada por Miriam Belchior.
Desafios para o próximo mandato
A cobrança ocorre em um momento de transição política. Reeleito em 25 de outubro, Lula assumirá em janeiro de 2027 seu quarto mandato à frente da Presidência da República. O resultado eleitoral amplia a lista de compromissos apresentados durante a campanha, que inclui propostas para áreas como emprego, renda, crédito, moradia, aposentadoria e impostos.
A execução dessas medidas dependerá também da articulação com o Congresso Nacional. O novo cenário legislativo exigirá negociações com partidos de diferentes posições políticas para aprovar projetos e garantir apoio às iniciativas do Executivo.
Durante o discurso, Lula também abordou a situação fiscal do país. O presidente defendeu a condução econômica do governo e afirmou que eventuais medidas de ajuste não deverão transferir o peso das contas públicas para a população de baixa renda.
“A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta”, disse.
Reunião do Conselho de Política Energética
A declaração foi feita durante encontro do Conselho Nacional de Política Energética, órgão de assessoramento da Presidência da República responsável por formular diretrizes para o setor. O colegiado reúne representantes do governo e de outras instituições e é presidido pelo Ministério de Minas e Energia.
A reunião desta sexta também tratou de temas relacionados à transição energética, eletromobilidade e planejamento do setor. Entre os assuntos previstos na pauta estavam iniciativas para ampliar o uso de fontes renováveis e aprimorar as políticas nacionais de energia.
Ao anunciar que acompanhará diretamente as entregas, Lula sinalizou que pretende cobrar dos ministros resultados mensuráveis, com prazos definidos, no período que antecede o início de seu novo mandato.
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