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Hugo Motta articula reeleição à presidência da Câmara após avanço do PL

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), começou a intensificar as articulações para permanecer no comando da Casa a partir de fevereiro de 2027. O movimento ganhou força após o resultado das eleições, que deu ao PL a maior bancada da Câmara, com 121 deputados eleitos.

Motta passou a priorizar conversas individuais com deputados eleitos, especialmente os 183 parlamentares que chegam à Câmara pela primeira vez. Nesta quarta-feira (7), ele recebeu novos deputados e líderes partidários em Brasília, em uma estratégia para ampliar sua base antes da eleição interna.

A movimentação ocorre em meio à possibilidade de o PL lançar candidatura própria para presidir a Câmara. O líder da legenda, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), já declarou que tem o desejo de disputar o cargo em 2027. A possibilidade ganhou força após o crescimento da bancada e o distanciamento entre Motta e setores da oposição.

Apesar da pressão, Motta mantém diálogo com partidos do Centrão e também conta com sinalizações favoráveis de setores da esquerda. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou nesta quarta-feira que há resistência dentro do PL à recondução, mas declarou que seu partido apoiará Motta e buscará construir uma aliança para mantê-lo no comando da Casa.

A aproximação de Motta com Lula durante a campanha presidencial tornou-se um dos principais pontos de atrito com o PL. O deputado declarou apoio à reeleição do presidente e participou de atos eleitorais na Paraíba. Em agosto, Lula já havia sinalizado apoio à permanência de Motta na presidência da Câmara, condicionando a articulação ao resultado das eleições.

Nos bastidores, a disputa pela Câmara também começa a ser relacionada ao resultado da eleição presidencial. O PL avalia que, com a maior bancada, terá peso decisivo nas negociações pelo comando do Congresso, enquanto Motta busca consolidar apoio entre partidos de centro e centro-direita e evitar que uma candidatura de oposição reúna votos suficientes para ameaçar sua recondução.

A eleição para a presidência da Câmara está prevista para fevereiro de 2027. Até lá, Motta deverá ampliar as conversas com deputados, líderes partidários e novas bancadas, enquanto o PL decide se lançará um nome próprio para disputar o comando da Casa.

Fonte: Clique aqui

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