Encontro no Complexo Penitenciário Lemos Brito destaca compromisso com a educação prisional | SECOM
No Colégio Estadual Professor George Fragoso Modesto, localizado no Complexo Penitenciário Lemos Brito, em Salvador, foi realizada, na manhã desta terça-feira (18), uma mesa de discussão sobre educação em prisões, reunindo cerca de 60 participantes, entre congressistas, professores e representantes da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). O encontro reforçou o papel da educação como direito universal, mesmo em contextos de privação de liberdade.
A atividade integra a programação do 9° Encontro Internacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (ALFAeEJA), sediado em Salvador, entre os dias 17 e 19, pela Uneb. O congresso reúne pesquisadores, docentes e gestores de diversas instituições para debater práticas e políticas públicas voltadas à alfabetização e ao fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ampliando o diálogo sobre iniciativas em ambientes diferenciados, como o sistema prisional.
O debate contou com a participação dos professores Antônio Pereira, da Uneb; de Valusa Saraiva, da SEC; e de Elenice Onofre, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). As discussões abordaram caminhos possíveis para ampliar oportunidades e reafirmar a relevância de uma educação que contribua para o desenvolvimento humano e acadêmico de pessoas privadas de liberdade.
Educação como eixo de reintegração
A coordenadora da unidade escolar, Eridan Bastos, destacou o significado de sediar um evento internacional dentro de uma unidade prisional e também ressaltou que a iniciativa rompe barreiras históricas e valoriza o direito à aprendizagem. “Trazer o ALFAeEJA para dentro de um colégio estadual, sobretudo dentro do presídio, é algo importante e simbólico. Rompe barreiras atitudinais e estruturais que, historicamente, segregam as pessoas em situação de privação de liberdade”.
Já o gestor da unidade, José Antônio Matos, destacou que a educação cumpre papel fundamental na reintegração social. “A educação, como princípio básico e direito de todos, precisa alcançar, também, aqueles que estão privados de liberdade. Ela humaniza, oferece novas perspectivas e abre caminhos para quem deseja retornar ao convívio social amplo”.
Fonte: Ascom/SEC
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