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Alcolumbre fecha apoio de Lula para permanecer à frente do Senado

A reaproximação entre Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e o presidente Lula da Silva (PT) ganhou força nos últimos dias e passou a ser acompanhada também sob a perspectiva da sucessão no comando do Senado. A avaliação apresentada pelo cientista político Márcio Coimbra, em análise reproduzida pela coluna de Igor Gadelha, é de que o movimento pode estar relacionado à tentativa de Alcolumbre de preservar apoio político para permanecer à frente da Casa.

A aproximação ocorreu depois de um período de distanciamento entre os dois. O episódio mais marcante da crise foi a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

O cenário começou a mudar quando Alcolumbre encaminhou para análise das comissões do Senado propostas consideradas prioritárias pelo governo, entre elas a PEC que trata do fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública. O presidente da Casa também enviou para tramitação um projeto sobre minerais críticos e terras raras.

Alcolumbre busca recompor espaço político

Segundo a análise citada por Igor Gadelha, a mudança de postura ocorre em um momento de reorganização das forças políticas dentro do Senado. A avaliação de Coimbra é que Alcolumbre teria perdido parte do apoio entre senadores ligados ao bolsonarismo e, diante disso, estaria buscando construir uma nova base de sustentação.

Nesse cenário, nomes como Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) ganharam protagonismo entre os senadores de oposição. A possível chegada de novos parlamentares alinhados à direita após as eleições também pode alterar a correlação de forças na Casa.

A disputa pelo comando do Senado, portanto, começa a ser influenciada pela composição que será formada após as eleições de outubro.

Pautas do governo avançam após reaproximação

O encaminhamento da PEC do fim da escala 6×1 representa uma mudança em relação ao primeiro semestre, quando a proposta permaneceu sem despacho para a comissão responsável pela análise. A matéria havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e aguardava avanço no Senado.

A PEC da Segurança Pública também estava entre as matérias que dependiam de encaminhamento para avançar na Casa. O governo vinha pressionando pela tramitação das duas propostas antes das eleições.

O movimento de Alcolumbre ganhou ainda um caráter público durante evento da Petrobras no Amapá, quando ele e Lula trocaram elogios. O presidente destacou o envio das propostas às comissões, enquanto o senador agradeceu ao governo pelo apoio a projetos relacionados ao estado.

Disputa de 2027 entra no cálculo

Na avaliação apresentada por Coimbra, a aproximação não necessariamente representa uma convergência ideológica entre Alcolumbre e Lula. O movimento seria predominantemente pragmático e estaria relacionado à construção de alianças para a próxima composição do Senado.

A lógica apontada pelo cientista político é que, diante de uma eventual perda de apoio em setores da oposição, Alcolumbre poderia buscar sustentação entre parlamentares ligados ao governo para tentar permanecer no comando da Casa.

A sucessão da presidência do Senado, contudo, dependerá das eleições de outubro e das negociações entre os blocos partidários. 

Fonte: Clique aqui

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