Risco extremo de desabamento em encostas do Santuário de Bom Jesus da Lapa mobiliza MP e Prefeitura
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Um dos maiores centros de peregrinação religiosa do Brasil e orgulho do patrimônio baiano, o Santuário de Bom Jesus da Lapa, no Oeste do estado, enfrenta uma situação de alerta máximo. Um laudo técnico recente, apresentado pela geóloga Joana Paula Sanchez (UFG), classificou como “iminente e extremo” o risco de queda de grandes blocos rochosos sobre imóveis localizados no entorno do morro, especialmente na Rua Monsenhor Turíbio.
Diante da gravidade do estudo, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) emitiu uma recomendação para que a Prefeitura de Bom Jesus da Lapa realize a desocupação das áreas críticas em um prazo de até 30 dias. Cerca de 42 famílias foram retiradas da zona de risco. A orientação inclui a oferta de aluguel social e suporte integral às famílias que precisam deixar suas casas para garantir a segurança.
Segurança para romeiros e visitantes
Apesar do risco identificado na área externa (onde ficam as residências na base norte do maciço), o MP-BA e a administração municipal reforçam que o Santuário em si permanece seguro para visitação. Desde 2025, intervenções preventivas, como a remoção controlada de blocos instáveis e o manejo de áreas internas, foram realizadas para garantir que os mais de 2 milhões de romeiros que visitam a cidade anualmente possam exercer sua fé sem riscos dentro do templo.
Impacto financeiro e social
O prefeito Eures Ribeiro estimou que o custo para indenizações e ações de remediação gire em torno de R$ 15 milhões. A gestão municipal busca apoio das esferas estadual e federal para viabilizar os recursos. Como medida imediata, projetos turísticos e novas intervenções na base do morro devem ser suspensos, e a área afetada poderá ser convertida em zona de acesso restrito.
A instabilidade do maciço calcário, característica geológica da região, é agravada pelos ciclos de seca e chuvas intensas, o que acelera a formação de fissuras nas rochas. As instituições envolvidas — incluindo o Corpo de Bombeiros e órgãos técnicos — seguem monitorando a situação de forma coordenada para preservar tanto a vida dos moradores quanto o patrimônio histórico e cultural da “Capital Baiana da Fé”.
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