Justiça decreta falência do Grupo Oi
Apesar da decisão, operadora continuará funcionando provisoriamente para garantir a manutenção de serviços essenciais de telecomunicações no país; dívidas e esgotamento de caixa levaram à insolvência
A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (10), a falência do Grupo Oi, uma das maiores operadoras de telecomunicações do Brasil. A decisão, proferida pela 7ª Vara Empresarial, reconhece que a companhia não tem mais capacidade de honrar seus compromissos financeiros, culminando em um estado de insolvência após anos de crise e uma segunda tentativa de recuperação judicial.
O pedido de falência partiu do próprio administrador judicial da empresa, Bruno Rezende, que apontou a impossibilidade de pagamento das dívidas e o descumprimento do plano de recuperação em vigor. Em sua decisão, a juíza Simone Gastesi Chevrand foi afirmou que “a Oi é tecnicamente falida”, destacando o “caos financeiro” e o esgotamento dos recursos da companhia, situação conhecida legalmente como “liquidação substancial”.
Apesar da falência, os serviços prestados pela Oi não serão interrompidos imediatamente. A Justiça autorizou a continuação provisória das atividades para assegurar a conectividade de milhões de brasileiros e de serviços estratégicos. A Oi é responsável pela infraestrutura de comunicação de números de emergência, como polícia e bombeiros, além de ser a única operadora presente em aproximadamente sete mil localidades do Brasil e manter cerca de 4,6 mil contratos com todas as esferas de governo.
Como consequência imediata da decisão, toda a diretoria e o Conselho de Administração da empresa foram afastados. O administrador judicial, Bruno Rezende, assumirá a gestão da companhia. Além disso, todas as ações e processos de execução contra a Oi foram suspensos, e uma nova assembleia será convocada para que os credores possam se organizar.
Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!
A crise da operadora se arrastava há mais de uma década, agravada após as fusões com a Brasil Telecom (BrT) e a Portugal Telecom. Mesmo após vender ativos importantes nos últimos anos, como suas operações de telefonia móvel e fibra óptica, a empresa não conseguiu reverter o quadro financeiro. As dívidas fora do processo de recuperação judicial já somavam R$ 1,7 bilhão em outubro, um indicativo da grave situação de caixa que tornou a continuidade da operação, nos moldes atuais, insustentável.
março 25, 2026Bahia leva música e cultura à China em maior turnê... - Leia Mais...
março 7, 2026Caminhada Eles por Elas marca o início das ações voltadas... - Leia Mais...
novembro 6, 2025Rotular facções como terroristas não combate crime, diz Randolfe - Leia Mais...
novembro 29, 2025Comunidades tradicionais têm R$ 5,2 milhões aportados pelo governo baiano... - Leia Mais...
abril 1, 2026Evocar raízes culturais dos alunos transforma a aula, diz pesquisador - Leia Mais...
agosto 17, 2026Lula tem 58,35% contra 22,24% de Flávio em Sergipe, aponta... - Leia Mais...
dezembro 9, 2025Projeto Primeiro Emprego, do Governo da Bahia, completa 10 anos... - Leia Mais...
outubro 28, 2025Renan Calheiros diz que ‘5 cenários’ para PL do IR... - Leia Mais...
outubro 30, 2025Estratégia de Governo Digital do Estado é apresentada em fórum - Leia Mais...
abril 8, 2026CPI do Crime Organizado não será prorrogada, confirma relator - Leia Mais...
maio 5, 2026Prefeitura de Itagibá anuncia primeira atração Iguinho e Lulinha para... - Leia Mais...
novembro 26, 2025Com fuga de Ramagem, Motta proíbe deputados de votarem do... - Leia Mais...













