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Vereador do PT no sexto mandato é preso novamente por lavagem de dinheiro do PCC

O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso novamente nesta quarta-feira (28) pela Polícia Civil, por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista. A investigação aponta uma suposta ligação do parlamentar com a empresa de ônibus Transunião, que opera na Zona Leste da cidade.

A nova prisão foi determinada pela Justiça após recurso do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Senival havia sido detido em 25 de junho, durante a Operação Última Parada, mas foi solto em agosto, depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou encerrado o prazo legal de sua prisão temporária. 

Investigação aponta suposto controle financeiro da Transunião

Segundo os investigadores, o vereador seria um dos responsáveis de fato pela administração financeira da Transunião, embora não figurasse formalmente como dirigente da empresa. A apuração indica que pessoas com supostas ligações com o PCC teriam influência sobre a frota, a movimentação de recursos e a distribuição das receitas da transportadora.

O Ministério Público também investiga movimentações financeiras e possíveis relações patrimoniais entre o parlamentar, familiares e pessoas ligadas à empresa. Em outubro, Senival e outros 20 investigados foram denunciados por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça. 

Defesa nega ligação com organização criminosa

Em nota, a defesa de Senival contestou a decisão que determinou a prisão preventiva. Os advogados argumentam que não há fundamentação concreta suficiente para justificar a medida e questionam a ausência de fatos recentes que demonstrem a necessidade de manter o vereador preso.

O parlamentar nega qualquer envolvimento com o PCC ou participação em lavagem de dinheiro. A defesa afirma que pretende recorrer da decisão e sustenta que provará a inocência do cliente durante o processo.

Vereador está no 6º mandato

Senival está em seu sexto mandato na Câmara Municipal de São Paulo. Antes da primeira prisão, ocupava funções estratégicas na Casa, incluindo a primeira secretaria da Mesa Diretora e a presidência da Comissão de Trânsito e Transporte.

A investigação teve origem, entre outros elementos, na apuração do assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-dirigente da Transunião, morto em março de 2020. Os investigadores suspeitam que o crime esteja relacionado a disputas pelo controle financeiro e operacional da empresa.

O caso segue sob investigação judicial, e as suspeitas contra o vereador não equivalem a uma condenação definitiva.

Fonte: Clique aqui

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