ULTIMAS

Bruno Reis prorroga emergência em São Tomé de Paripe por mais 90 dias após contaminação

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), prorrogou por mais 90 dias a situação de emergência nas áreas litorâneas de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário. A medida foi oficializada pelo Decreto nº 42.123, publicado nesta segunda-feira (10), e mantém em vigor as ações municipais de resposta aos impactos ambientais registrados na região.

A renovação estende os efeitos do decreto publicado em junho, quando a Prefeitura declarou situação de emergência após análises técnicas identificarem contaminação ambiental associada à presença de substâncias químicas e metais na área.

O novo decreto considera a permanência das condições de anormalidade e dos impactos ambientais e sociais provocados pelo episódio. Com isso, os órgãos da administração municipal continuam autorizados a atuar de forma integrada no monitoramento, na prevenção e na mitigação dos danos, além de adotar medidas destinadas à proteção da população.

Inema confirmou contaminação na região

As investigações conduzidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Inema, avançaram desde os primeiros registros de alterações na água e na areia da praia. Em maio, o órgão informou que novas análises haviam confirmado a presença de contaminação em água, sedimentos e organismos marinhos, incluindo siris e moluscos bivalves.

Os levantamentos também identificaram concentrações elevadas de metais e compostos químicos em diferentes pontos da região. Diante dos resultados, o Inema ampliou as restrições de acesso e passou a considerar a área imprópria para pesca, banho e atividades recreativas de contato primário até a conclusão das medidas de controle e recuperação ambiental.

A ocorrência começou a ser investigada após moradores relatarem a presença de líquidos com coloração azulada e amarelada na faixa de areia. Análises preliminares apontaram a presença de cobre e nitrato, levando o órgão ambiental a adotar medidas emergenciais e a interditar temporariamente atividades no Terminal Itapuã.

Empresas são citadas nas investigações

O caso também envolve empresas que atuam ou atuaram na região do Terminal Itapuã. Documentos e investigações ambientais mencionam as atividades da Gerdau e da Intermarítima no local.

A Intermarítima afirmou que colabora com as investigações e negou relação entre suas operações e os resíduos de coloração azul ou verde encontrados na praia. A empresa também declarou possuir sistema próprio de tratamento de resíduos e sustentou que já existiam passivos ambientais anteriores no local.

O Ministério Público Federal instaurou inquérito civil para apurar a contaminação por compostos nitrogenados e cobre na areia, nas águas costeiras, nos sedimentos e na biota de São Tomé de Paripe, além de investigar eventual responsabilização civil e ambiental.

Emergência mantém ações da Prefeitura

Com a prorrogação, a administração municipal poderá manter as ações necessárias para enfrentar os efeitos do desastre ambiental. O decreto prevê a continuidade de medidas de monitoramento, prevenção, redução dos danos e proteção dos moradores e trabalhadores afetados.

A situação de emergência havia sido decretada originalmente em junho, após os laudos técnicos apontarem concentrações elevadas de metais como cobre, zinco e ferro em organismos marinhos coletados na área.

A permanência do decreto ocorre enquanto órgãos ambientais e de fiscalização continuam avaliando a extensão da contaminação e as responsabilidades relacionadas ao episódio. A expectativa é que os resultados das investigações orientem as medidas de recuperação ambiental e eventual reparação dos danos provocados na região.

Fonte: Clique aqui

Gostou dessa postagem?
Compartihe..