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emendas e obras são prioridade para 31% dos eleitores na escolha de senador

Em meio à disputa por duas cadeiras ao Senado em cada estado e no Distrito Federal, a capacidade de levar emendas parlamentares e obras para a região aparece como o principal atributo procurado pelos eleitores. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (10), 31% apontam esse fator como o mais importante na escolha do candidato.

A pesquisa mostra que a preferência dos eleitores está mais relacionada à atuação prática dos futuros senadores do que ao alinhamento político nacional. Na sequência, 15% consideram mais importante que o candidato seja indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 13% valorizam o compromisso com o fim da escala de trabalho 6×1.

Outros 12% afirmam priorizar candidatos independentes da polarização política. Já 11% dizem considerar importante que o postulante seja favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação pelo ex-presidente Jair Bolsonaro foi citada por 8% dos entrevistados.

O que pesa na escolha para o Senado

Atributo considerado mais importante Percentual
Trazer emendas e obras para o estado 31%
Ser indicado por Lula 15%
Defender o fim da escala 6×1 13%
Ser independente da polarização 12%
Apoiar impeachment de ministros do STF 11%
Ser indicado por Jair Bolsonaro 8%
Nenhuma opção, não sabe ou não respondeu 10%

Os números indicam que a destinação de recursos e a realização de obras têm peso significativamente maior entre os critérios apresentados aos entrevistados. O resultado também evidencia a importância da atuação regional dos senadores em uma eleição na qual cada eleitor terá direito a dois votos.

Eleitores ainda têm dúvidas sobre votação

A pesquisa também identificou um nível relevante de desconhecimento sobre a disputa. Embora duas vagas estejam em jogo em cada estado e no Distrito Federal, apenas 34% dos entrevistados responderam corretamente que poderão escolher dois candidatos ao Senado.

Outros 22% disseram que votarão em apenas um candidato, enquanto 10% afirmaram que serão três votos. A parcela que não soube ou não respondeu também chegou a 34%.

Nas eleições de 2026, serão renovadas duas das três cadeiras destinadas a cada unidade da Federação. Por isso, o eleitor deverá escolher dois nomes diferentes para o Senado.

Pesquisa está registrada no TSE

O levantamento Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-06591/2026. O mesmo registro consta em levantamentos nacionais recentes do instituto.

O levantamento reforça que, para uma parcela expressiva do eleitorado, a disputa pelo Senado será definida pela expectativa de resultados concretos nos estados, especialmente por meio de recursos, obras e investimentos, enquanto critérios ligados à polarização política aparecem em posições inferiores na lista apresentada pela pesquisa.

Fonte: Clique aqui

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