Primo de crianças desaparecidas em Bacabal (MA) recebe alta após 14 dias internado
Informação foi confirmada pelo governador Carlos Brandão; menino de 8 anos seguirá com acompanhamento psicológico
O menino Anderson Kauã, de 8 anos, recebeu alta do Hospital Geral nesta terça-feira (20) após permanecer internado por duas semanas. Ele é primo dos irmãos Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos), que seguem desaparecidos há 18 dias na região de Bacabal, no interior do Maranhão. A saída de Kauã da unidade de saúde foi confirmada pelo governador Carlos Brandão, que garantiu a continuidade do suporte ao garoto.
“O menino Kauã teve alta médica e vai continuar recebendo todo o apoio para superar o momento difícil que viveu”, afirmou Brandão. O chefe do Executivo estadual ainda destacou que a criança terá acompanhamento psicológico constante.
Segundo informações divulgadas pelo prefeito de Bacabal, Roberto Costa, a família manifestou o desejo de retornar à comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, local onde as crianças residiam e foram vistas pela última vez.
Atenção🚨O menino Kauã teve alta médica e vai continuar recebendo todo o apoio para superar o momento difícil que viveu. Ele segue contribuindo com informações para direcionar as buscas por Ágatha e Michael. Os trabalhos avançam pela região e, com prioridade, pelo leito do Rio…
— Carlos Brandão 🇧🇷 (@carlosbrandaoma) January 21, 2026
Desaparecimento
O caso teve início no dia 4 de janeiro, quando os três primos saíram para brincar em uma área de mata próxima à comunidade. Anderson Kauã foi o único encontrado, três dias depois (7 de janeiro), desidratado e desorientado, por carroceiros em uma estrada vicinal.
Desde então, uma intensa força-tarefa foi montada. No dia 9 de janeiro, a prefeitura anunciou uma recompensa de R$ 20 mil por informações que levem ao paradeiro de Ágatha e Allan.
Avanço das investigações
As informações fornecidas por Kauã durante sua recuperação foram cruciais para as investigações. Segundo o Secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, o menino relatou que o grupo teria passado a noite em uma cabana abandonada conhecida como “Casa Caída”, localizada a cerca de 3,5 km da aldeia e às margens do Rio Mearim.
Com base nesses relatos e em vestígios detectados por cães farejadores, as operações se concentram agora no leito do rio. Desde o dia 17, a Marinha reforça os trabalhos com uma lancha equipada com side scan sonar, tecnologia capaz de gerar imagens detalhadas do fundo do rio para identificar anomalias.
O acesso à área de buscas permanece restrito a agentes da força-tarefa, que inclui Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Exército.
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