PF e PRF retomam integração nacional e reforçam ofensiva contra o crime organizado
A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) formalizaram nesta última quinta-feira (29) um protocolo de intenções que marca a reintegração da PRF às Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO). O acordo foi assinado em cerimônia na sede da PRF e tem como objetivo ampliar a articulação institucional, garantir segurança jurídica aos agentes e fortalecer o enfrentamento às facções criminosas no país.
Com a medida, a atuação conjunta das duas corporações, que já vinha ocorrendo de forma pontual em diversas operações, passa a ter padronização nacional, com foco no compartilhamento de inteligência e na coordenação de ações estratégicas.
Resposta ao avanço das facções
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, destacou que o crescimento do crime organizado impõe uma resposta coordenada do Estado. Segundo ele, enfrentar esse fenômeno de forma isolada é inviável diante da complexidade das organizações criminosas e de sua capilaridade nacional.
Rodrigues enfatizou que, embora a coordenação da FICCO seja da PF, o projeto não pertence a uma única instituição. A proposta, segundo ele, é somar forças e entregar resultados concretos à sociedade, com todas as agências atuando de forma integrada e sem disputa por protagonismo.
Resultados concretos
A FICCO está presente nos 26 estados e no Distrito Federal, totalizando 34 unidades em funcionamento. O diretor-geral da PF citou resultados recentes obtidos a partir da retomada de operações integradas, como o caso da FICCO Parnaíba, no Piauí, onde houve uma redução expressiva nos índices de homicídio após a reestruturação do modelo.
A articulação com forças estaduais e distritais, especialmente as polícias civis, também foi apontada como elemento central da estratégia, reconhecendo o papel dessas instituições na sustentação das ações de repressão qualificada.
Capilaridade da PRF fortalece estratégia nacional
Para o diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira, o retorno da corporação às FICCOs em âmbito nacional representa um ganho operacional significativo. Ele ressaltou que a presença ostensiva da PRF nas rodovias federais, aliada à experiência de inteligência da PF, amplia a capacidade do Estado de interromper rotas de tráfico, financiamento ilegal e deslocamento de organizações criminosas.
Segundo Souza, a união das expertises reduz brechas exploradas pelo crime organizado e reforça o controle territorial, especialmente em regiões estratégicas para o fluxo de drogas, armas e recursos ilícitos.
Alinhamento institucional
A assinatura do protocolo contou com a presença de dirigentes das duas corporações, incluindo áreas de operações, inteligência e combate ao crime organizado, sinalizando um alinhamento institucional amplo e uma tentativa de superar entraves administrativos que, no passado, limitaram a atuação integrada.
Com a formalização do acordo, PF e PRF apostam na consolidação de uma política permanente de cooperação, vista internamente como essencial para enfrentar um crime organizado cada vez mais estruturado, violento e transnacional.
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