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Organização e velocidade fazem do Japão um desafio para o Brasil no mata-mata da Copa

O Japão será o adversário do Brasil na primeira fase do mata-mata da Copa do Mundo de 2026 após garantir a segunda colocação do Grupo F com empate em 1 a 1 diante da Suécia. O confronto está marcado para segunda-feira (29) às 14h, no estádio de Houston, no Texas.

A seleção japonesa chega ao duelo em um dos momentos mais consistentes de sua história recente, sustentada por uma geração considerada a mais talentosa já formada no país. O modelo de jogo é marcado por organização tática, alta intensidade e transições rápidas, características que consolidaram o Japão como uma das seleções mais competitivas do futebol asiático.

Esta será a oitava participação consecutiva dos japoneses em Copas do Mundo, sequência iniciada em 1998. Desde então, o país evoluiu de forma constante, tornando-se presença frequente em fases eliminatórias, embora ainda sem alcançar as quartas de final.

Campanha recente e evolução internacional

No Catar em 2022, o Japão surpreendeu ao vencer Espanha e Alemanha na fase de grupos, avançando às oitavas de final, mas acabou eliminado pela Croácia nos pênaltis. O histórico reforça um padrão recorrente, desempenho forte na fase inicial, mas dificuldades em jogos decisivos de mata-mata.

A seleção também acumula um dado marcante, são 25 partidas em Copas do Mundo sem nunca ter alcançado as quartas de final, recorde negativo entre equipes com tantas participações.

Nos últimos anos, o Japão ampliou sua competitividade global com vitórias expressivas em amistosos, incluindo triunfo sobre o Brasil por 3 a 2 em outubro do ano passado e vitória sobre a Inglaterra em Wembley por 1 a 0, resultado histórico para o futebol asiático.

Modelo tático e principais destaques

Sob comando do técnico Hajime Moriyasu, o Japão atua frequentemente no esquema 3-4-2-1, com forte uso dos alas na construção ofensiva e recomposição defensiva. A equipe apresenta capacidade de manter desempenho competitivo mesmo com baixa posse de bola, apostando em eficiência e organização coletiva.

Ayase Ueda marcou oito gols a mais do que qualquer outro jogador da primeira divisão holandesa na temporada 2025-26, consolidando-se como o grande artilheiro da competição – Foto: Getty images

No ataque, o principal nome é Ayase Ueda, atacante do Feyenoord, que vive boa fase no futebol europeu e se destaca como referência na área. Outro nome importante é Daizen Maeda, do Celtic, que ganhou protagonismo no fim da temporada com sequência de gols decisivos.

Já Takefusa Kubo, da Real Sociedad, é considerado o jogador mais criativo do elenco e assume papel ainda mais central após desfalques importantes. O meia, apelidado na juventude de “Messi japonês”, chega ao Mundial como principal articulador ofensivo.

Desfalques e fragilidade defensiva

O Japão desembarcou na Copa com baixas relevantes, entre elas Wataru Endo, Takumi Minamino e Kaoru Mitoma, todos fora por lesão. As ausências reduziram alternativas ofensivas e de meio-campo, afetando profundidade do elenco.

Outro ponto de atenção é a vulnerabilidade em bolas aéreas, especialmente em jogadas de bola parada, fator que foi explorado por adversários na fase de grupos.

Cultura esportiva e projeto de longo prazo

A evolução japonesa no futebol também está ligada a um projeto estrutural iniciado pela federação local, com foco em formação de atletas, profissionalização das bases e fortalecimento da J-League. O plano “JFA 2050 Dream” estabeleceu a meta de transformar o país em campeão mundial até 2050.

Esse processo consolidou o Japão como presença constante em Copas do Mundo e ampliou a exportação de jogadores para o futebol europeu, elevando o nível técnico da seleção ao longo das últimas décadas.

Experiência e liderança em campo

Entre os veteranos, o lateral Yuto Nagatomo se destaca como símbolo de longevidade, sendo o primeiro jogador japonês a disputar cinco Copas do Mundo. Sua presença reforça a mistura entre experiência e renovação que caracteriza o atual elenco.

Diante do Brasil, o Japão entra em campo com organização, disciplina e confiança em sua evolução recente, mas ainda carrega o desafio histórico de transformar boas campanhas em avanço definitivo nas fases eliminatórias.

Fonte: Clique aqui

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