Novembro Negro: estudantes da rede estadual de Salvador discutem sobre letramento racial | SECOM
Os estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Empreende Bahia, localizado em Salvador, participaram, nesta sexta-feira (14), do evento de encerramento da Semana da Consciência Negra, com o tema “Letramento racial: fortalecimento das identidades raciais na formação de sujeitos antirracistas”. A atividade alusiva ao Novembro Negro teve o objetivo de colaborar com o processo de formação antirracista por meio do letramento racial
Realizada nos três turnos, a programação contou com apresentações artísticas e de pesquisas, além de rodas de conversa com a participação de convidados. Desde o início da semana, os professores e estudantes vinham trabalhando a temática por meio de diferentes atividades, como aulas expositivas, painéis, seminários, produções textuais, peças teatrais e debates motivados a partir da exibição de filmes e documentários. Dentre os temas das pesquisas apresentadas pelos estudantes, se destacam “Representações racistas na mídia”, “Detectando o racismo nas redes”, “Linha do tempo antirracista da resistência” e “Representatividade negra importa”.
Segundo o coordenador pedagógico do CEEP, Idenilton Barbosa, a Semana da Consciência Negra está relacionado ao cumprimento da Lei nº 10.639/2003 e Lei n° 11.645/2008, que estabelecem o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. “Trabalhos com esses conteúdos durante todo o ano letivo. No entanto, aproveitamos o mês de novembro para discutir este tema com mais ênfase, pois entendemos que o combate qualificado contra o racismo se dá justamente a partir do letramento racial para que as pessoas compreendam a sua identidade”, destacou.
Valorização cultural
Para a estudante Maitê Andrade, 16 anos, do curso técnico em Administração, discutir sobre o combate ao racismo na escola é essencial. “É muito importante que os jovens reflitam sobre o nosso comportamento com o outro, pois as vezes achamos que não estamos sendo racistas, mas, sem querer, a gente pode soltar uma frase racista, o chamado racismo recreativo, que pode trazer sérias consequências”, comentou.
A estudante Ludmila de Jesus, 21 anos, que também faz o curso técnico em Administração, cantou “Olhos coloridos”, da cantora Sandra de Sá, cuja letra faz uma crítica ao racismo e celebra o orgulho negro. “Gostei muito de ter a oportunidade de mostrar o meu talento através da música para as pessoas no evento, pois é uma forma de valorizar as nossas raízes e a cultura negra”, disse.
Fonte: Ascom/SEC
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