João Roma critica governo Jerônimo e fala em “política cheiro mole” na Bahia
O candidato ao Senado João Roma (PL) criticou, durante agenda em Nazaré, no Recôncavo Baiano, a gestão do governador Jerônimo Rodrigues e afirmou que existe uma distância entre a comunicação do governo estadual e a realidade enfrentada pelos baianos.
Durante o evento, realizado neste sábado (8), Roma classificou como “política cheiro mole” a atuação do grupo político que administra a Bahia e utilizou os problemas da regulação estadual como exemplo das dificuldades enfrentadas pela população para ter acesso aos serviços públicos.
“É essa política cheiro mole que esse pessoal está fazendo aí. Toda hora é uma propaganda bonitinha, mas, quando você vai lá, vê que tem caroço no angu”, afirmou.
O candidato também fez elogios aos profissionais que trabalham na rede pública, classificando-os como “heróis”, mas direcionou críticas à condução do sistema pelo governo estadual. Segundo ele, as dificuldades enfrentadas por quem depende da regulação demonstrariam problemas na prestação dos serviços.
“A Bahia precisa e merece ser tratada com respeito. É indigno, é humilhante o que a população enfrenta”, declarou.
Críticas a duas décadas de governos petistas
Roma também voltou a questionar a permanência do mesmo grupo político no comando do Estado. Na avaliação dele, os eleitores baianos têm condições de comparar as promessas e a propaganda oficial com os serviços encontrados no cotidiano.
O candidato citou a sequência de governos iniciada com Jaques Wagner, seguida por Rui Costa e atualmente liderada por Jerônimo Rodrigues, para defender uma mudança no comando político da Bahia.
“São 20 anos de um mesmo grupo no poder. Wagner passou para Rui, Rui passou para Jerônimo, e os problemas continuam chegando à porta do cidadão”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026, que tem como um dos principais focos o desempenho da atual gestão estadual e os problemas relacionados a serviços públicos, segurança e infraestrutura.
Roma defendeu que a Bahia precisa mudar a forma de administrar os serviços e afirmou que o Estado deveria priorizar o atendimento à população que depende diretamente da estrutura pública.
“A Bahia pode muito mais. Está na hora de a Bahia mudar e voltar a funcionar para quem mais precisa”, disse.
A fala se soma a outras manifestações da oposição baiana que vêm explorando críticas à prestação de serviços estaduais como um dos temas centrais da disputa pelo governo e pelo Senado em 2026.
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