Irã reage a ameaças dos EUA e promete resposta militar contra interesses americanos e Israel
O clima de tensão no Oriente Médio voltou a se agravar após o governo do Irã reagir de forma contundente a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de uma ofensiva militar contra o país. Autoridades iranianas afirmam que qualquer ação armada será respondida com ataques diretos a interesses americanos e ao território israelense.
Ameaça direta a bases e navios
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que um eventual ataque colocaria em risco não apenas Israel, mas também bases militares e embarcações dos Estados Unidos espalhadas pela região. Segundo ele, o Irã considera esses alvos legítimos em um cenário de confronto direto.
A declaração marca uma escalada no discurso de Teerã e sinaliza disposição para um enfrentamento regional de grandes proporções, caso Washington leve adiante planos de intervenção.
Trump endurece discurso sobre crise interna
As falas do governo iraniano ocorrem após Donald Trump afirmar que está “pronto para agir” diante da situação no país persa. O presidente americano condicionou uma possível intervenção à repressão das manifestações que se espalham pelo Irã há cerca de duas semanas.
Milhares de iranianos têm ido às ruas contra o regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, em protestos que vêm sendo duramente reprimidos pelas forças de segurança.
Governo iraniano acusa ingerência externa
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou Estados Unidos e Israel de estimularem a instabilidade interna ao incentivar confrontos e protestos. Ele pediu que a população se afaste de grupos que classificou como “badernistas e terroristas”, reforçando o discurso oficial de que os atos seriam manipulados por interesses estrangeiros.
Mortes e pressão internacional
Desde o início das manifestações, organizações de direitos humanos apontam um número elevado de mortos, o que tem ampliado a pressão internacional sobre Teerã. O governo iraniano, no entanto, mantém a linha dura e rejeita qualquer interferência externa em seus assuntos internos.
Enquanto isso, a Casa Branca avalia cenários e mantém conversas com aliados estratégicos no Oriente Médio, em especial Israel, o que aumenta o risco de um conflito de maiores proporções nos próximos dias.
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