Ibovespa renova recordes e se aproxima dos 200 mil pontos; dólar fecha a R$ 4,99
O Ibovespa renovou recordes nesta terça-feira (14), ultrapassando os 199 mil pontos pela primeira vez na máxima do dia, em meio a um cenário externo favorável a ativos de risco, após sinais dos Estados Unidos e do Irã indicando espaço para a continuidade das negociações. Já o dólar fechou estável, com baixa de 0,09%, a R$ 4,9935.
A queda do petróleo com as perspectivas de alívio no conflito, porém, reverberou nos papéis da Petrobras, adiando o rompimento da marca inédita dos 200 mil pontos – embora o patamar de 199 mil pontos tenha sido superado pela primeira vez na máxima do pregão.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,33%, a 198.657,33 pontos, nova máxima de fechamento. No melhor momento, chegou a 199.354,81 pontos. Na mínima do dia, marcou 198.001,48 pontos.
O volume financeiro no pregão somava R$29,59 bilhões antes dos ajustes finais.
Dólar
Após ceder durante a maior parte da sessão, o dólar fechou a terça-feira próximo da estabilidade ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana recuava ante quase todas as demais divisas, em meio à esperança de que EUA e Irã cheguem a um acordo para encerrar a guerra.
O dólar à vista fechou em queda de 0,09%, aos R$4,9935, o menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024, quando atingiu R$4,9805.
No ano, a divisa passou a acumular baixa de 9,03%.
Às 17h04, o dólar futuro para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,19% na B3, aos R$5,0095.
“No exterior, o alívio geopolítico — com continuidade das negociações entre EUA e Irã, ainda que sem acordo definitivo — pressionou o dólar globalmente e favoreceu moedas emergentes”, explicou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Petróleo
Os preços do petróleo caíram, na expectativa de que o Irã retome as negociações com os Estados Unidos e Israel para encerrar o conflito que fechou o Estreito de Ormuz, uma das principais vias navegáveis do mundo para o transporte de petróleo e produtos refinados.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$ 94,79 por barril, com queda de US$ 4,57, ou 4,6%. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos fechou a US$ 91,20, com queda de US$ 7,80, ou 7,87%.
Ambos os contratos de referência subiram na sessão anterior, com o Brent subindo mais de 4% e o WTI quase 3%, depois que os militares dos EUA iniciaram um bloqueio dos portos iranianos.
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