Ibovespa abre em alta e dólar opera em queda acompanhando exterior
O Ibovespa avançava nos primeiros negócios desta segunda-feira (16) enquanto o dólar niciou o dia em queda firme no Brasil. O Ibovespa acompanha o viés mais positivo em mercados acionários no exterior e endossado pelo alívio nas taxas dos DI, enquanto a situação no Oriente Médio e seus reflexos para a economia mundial continuam no radar dos agentes financeiros.
Às 10h20, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,61%, a 180.518,41 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 15 de abril, subia 1,52%.
O dólar também opera em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, com a guerra no Oriente Médio e decisões de bancos centrais sobre juros no foco dos investidores.
No mesmo horário, o dólar à vista cedia 1,21%, aos R$5,220 na venda, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante divisas como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno.
Na B3, o contrato de dólar futuro para abril — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — caía 1,23%, aos R$5,2875.
Na sexta-feira o dólar à vista encerrou o dia com alta de 1,34%, aos R$5,3166, em meio a uma piora generalizada da percepção global em relação à guerra no Oriente Médio.
Nesta segunda-feira, a moeda norte-americana cedia ante quase todas as demais divisas globais, incluindo o real, em uma sessão até o momento de ajustes de preços, ainda que a guerra siga em andamento.
Israel disse que tem planos detalhados para pelo menos mais três semanas de guerra e que seus militares bombardearam locais em todo o Irã durante a noite. Já o Irã disse que não solicitou um cessar-fogo e que busca garantir que o fim para a guerra com Israel e EUA seja definitivo.
No campo econômico, os agentes aguardam para esta semana as decisões sobre juros dos bancos centrais de EUA, Reino Unido, Japão e zona do euro, além do Brasil. No caso do Federal Reserve, a expectativa é de que a taxa seja mantida na faixa entre 3,50% e 3,75%.
No Brasil, a curva de juros passou a precificar na sexta-feira alguma chance, ainda que minoritária, de o Banco Central manter a taxa básica Selic em 15% esta semana, em função dos efeitos inflacionários da guerra no Oriente Médio. As apostas de corte de 25 pontos-base ainda são majoritárias, enquanto a probabilidade de redução de 50 pontos-base foi apagada da curva.
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. A guerra, porém, tem impulsionado a moeda norte-americana.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril.
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