Família e advogado de Carla Zambelli entram na disputa eleitoral
A eleição de 2026 terá a participação de três nomes diretamente ligados à ex-deputada federal Carla Zambelli. A mãe, Rita Zambelli Salgado, o irmão, Bruno Zambelli Salgado, e o advogado criminalista Fábio Pagnozzi oficializaram candidaturas para cargos legislativos, ampliando a presença do grupo político ligado à ex-parlamentar durante a campanha eleitoral.
De acordo com a ata da convenção estadual do Partido Liberal em São Paulo, Rita Zambelli e Bruno Zambelli tiveram seus nomes confirmados pela legenda. Rita disputará uma cadeira na Câmara dos Deputados, enquanto Bruno buscará a reeleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Já o advogado Fábio Pagnozzi, responsável pela defesa de Carla Zambelli nos processos que tramitam no Brasil e na Itália, será candidato a deputado federal pelo Partido Novo. Esta será sua primeira disputa eleitoral.
Rita e Bruno Zambelli voltam às urnas
A candidatura de Rita Zambelli marca seu retorno à política após mais de duas décadas. Em 2004, ela concorreu ao cargo de vereadora em Mairiporã, no interior paulista, pelo então PTB, obtendo 62 votos e assumindo posteriormente uma cadeira como suplente.
Bruno Zambelli, por sua vez, disputará seu terceiro pleito. Em 2020 tentou uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo pelo PRTB, mas não foi eleito. Dois anos depois conquistou uma cadeira na Alesp pelo PL, impulsionado pelo desempenho eleitoral da irmã nas eleições de 2022.
Advogado da ex-deputada estreia nas urnas
Fábio Pagnozzi entra na disputa pela Câmara dos Deputados após ganhar projeção nacional como advogado de Carla Zambelli. Ele atuou na defesa da ex-parlamentar nos processos que resultaram em condenações no Supremo Tribunal Federal e também acompanha sua defesa perante a Justiça italiana nos pedidos de extradição.
Carla Zambelli aguarda novo julgamento na Itália
Enquanto familiares e aliado disputam as eleições, Carla Zambelli permanece na Itália aguardando uma nova análise do pedido de extradição. A Corte de Cassação italiana anulou decisões anteriores e determinou que o caso seja novamente apreciado por outra turma do Tribunal de Roma. A ex-deputada responde a processos decorrentes de condenações impostas pelo STF e permanece em liberdade enquanto o processo segue em tramitação.
Entre as condenações impostas à ex-parlamentar estão a pena de dez anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a emissão de documento falso, além de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, relacionados ao episódio ocorrido durante o segundo turno das eleições de 2022. As decisões ainda são objeto de discussão no âmbito da Justiça italiana quanto ao pedido de extradição.
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