Cultura e resistência marcam solenidade do Dia da Consciência Negra em Lauro de Freitas
Com o intuito de celebrar a luta por direitos e reconhecer a cultura e a história afro-brasileira no município, a Prefeitura de Lauro de Freitas realizou, nesta quarta-feira (19/11), um ato solene em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. O evento, realizado no Centro de Cultura Afro-Brasileira Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão, contou com a presença da prefeita Débora Regis e de fazedores de cultura.
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Marcado pelo protagonismo, ancestralidade e luta por direitos, o encontro teve apresentações culturais, distribuição de comidas típicas, a tradicional amarração dos ojás e a assinatura do selo Espaço de Saúde Afro-Referenciado, que certifica os terreiros de matriz do Candomblé como lugares produtores de saúde.
Na ocasião, a gestora de Lauro de Freitas, Débora Regis, salientou a importância da celebração. “Valorizar as tradições de matriz africana é fundamental para a identidade cultural baiana e de Lauro de Freitas. Para isso, nossa gestão tem se debruçado em destacar as raízes da nossa cidade”, afirmou.
A ação é uma iniciativa da Secretaria Municipal da Mulher, Políticas Afirmativas, Direitos Humanos e Promoção da Igualdade Racial (SEMPADHIR). “Celebramos a cultura, a história e o protagonismo das pessoas negras. Que este Novembro Negro seja um convite à reflexão e, sobretudo, a ações que inspirem transformações reais e fortaleçam as políticas públicas”, destacou a secretária da pasta, Margeoire Mendes.
O superintendente de Promoção da Igualdade Racial, Vitor Valmor, também reforçou a importância da data. “O 20 de novembro é uma data que vai muito além da comemoração. É a reafirmação de toda a luta que os nossos povos travaram. É honrar todo o sangue derramado pelos nossos ancestrais. Além disso, as amarrações dos ojás em árvores sagradas têm o intuito de protestar contra a intolerância religiosa, o racismo e o preconceito, sendo também um pedido de paz”, afirmou.
Para a publicitária Camila Marques, de 32 anos, a comemoração é muito significativa, especialmente por ser o primeiro ano em que o Dia da Consciência Negra é reconhecido como feriado nacional. “Este momento é uma oportunidade de resgatar a cultura e a ancestralidade. Que venham muitos mais eventos, não só em novembro, não só no Julho das Pretas, mas o ano inteiro, para que possamos celebrar e compartilhar essa cultura com os mais novos e aprender cada vez mais com os mais velhos”, finalizou.
Durante o Novembro Negro, a gestão municipal realiza ações transversais com o objetivo de valorizar a cultura negra.
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