Alcolumbre e Fachin discutem limites para “penduricalhos”
Os salários de juízes, promotores e procuradores brasileiros com os chamados penduricalhos foi tema de encontro entre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta segunda-feira (25).
Os penduricalhos são valores extras somados ao salário de algumas carreiras que costumam elevar os rendimentos acima do teto constitucional do funcionalismo público.
Os chefes dos poderes Legislativo e Judiciário discutiram o futuro anteprojeto de lei sobre a remuneração da magistratura que pode entrar na pauta do Parlamento.
Em nota conjunta encaminhada à imprensa, Alcolumbre e Fachin informaram que o debate abordou a necessidade de aperfeiçoamento do sistema remuneratório no serviço público.
“Diante da multiplicação de vantagens pecuniárias acessórias — como gratificações, adicionais, abonos e parcelas autônomas — que comprometem a transparência, tensionam a observância do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal e estimulam litigiosidade funcional”, disseram Alcolumbre e Fachin.
O artigo 37 da Constituição determina que o teto salarial na administração pública direta é de R$ 46,3 mil, igual aos salários dos ministros do STF. Porém, têm proliferado benefícios de caráter indenizatório que elevam o vencimento dos magistrados e procuradores para acima desse teto.
Alcolumbre informou que, na reunião com Fachin, foi destacada a jurisprudência consolidada do STF que considera inconstitucional vantagens que extrapolem o teto ou que sejam criados benefícios salariais sem vínculo com atividade laboral específica.
“Reconheceu-se que se trata de questão estrutural, a demandar solução legislativa de caráter geral que preserve a valorização das carreiras públicas”, comunicou em nota conjunta
Alcolumbre e Fachin acrescentaram que os “diálogos institucionais” devem continuar, com envolvimento do Poder Executivo e a outros atores interessados, “visando à construção de propostas e ao recebimento de sugestões sobre o tema”.
Entenda
Os gastos do Judiciário com salários acima do limite constitucional aumentaram 49,3% entre 2023 e 2024. O valor extra-teto saltou de R$ 7 bilhões para R$ 10,5 bilhões em apenas um ano, segundo estudo do Movimento Pessoas à Frente.
Em meio à repercussão negativa sobre os supersalários, o Supremo Tribunal Federal (STF) limitou, em julgamento de março deste ano, os penduricalhos de juízes, promotores e procuradores a até 35% do valor do teto constitucional. Com isso, o valor máximo do salário poderá chegar a R$ 62,5 mil.
Na semana passada, a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) apresentou recurso contra a decisão do STF que limitou o pagamento de penduricalhos, pedindo a flexibilização de benefícios que foram cortados pelo Supremo, como auxílio-alimentação e auxílio de proteção à primeira infância e à maternidade.
janeiro 27, 2026pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha... - Leia Mais...
novembro 27, 2025Termina nesta sexta (28) prazo para adesão ao Refis do... - Leia Mais...
maio 16, 2026Datafolha mostra que 91% dos eleitores não se arrependem do... - Leia Mais...
janeiro 7, 2026Festejo em Cajazeira de Abrantes celebra Dia de Reis com... - Leia Mais...
novembro 14, 2025Estudantes-atletas da Bahia começam a embarcar na segunda-feira (17) para... - Leia Mais...
junho 3, 2026Prefeito se reúne com secretários para alinhar últimos ajustes do... - Leia Mais...
janeiro 27, 2026chuvas de até 100 mm e ventos de 100 km... - Leia Mais...
janeiro 23, 2026CNU 2025: resultado e espelho de discursiva serão divulgados hoje - Leia Mais...
abril 19, 2026Homem é baleado na cabeça ao tentar ajudar vítimas de... - Leia Mais...
abril 1, 2026Trem da Linha 9 sofre ‘desalinhamento’, e passageiros caminham nos... - Leia Mais...
novembro 11, 2025Boulos considera relatório antifacção de Derrite PEC da Blindagem 2.0 - Leia Mais...
dezembro 13, 2025Desigualdades sociais dificultam acesso à educação infantil no Brasil - Leia Mais...













