Morte de senador aliado de Trump pode impactar eleições e Congresso dos EUA
morte do senador republicano Lindsey Graham, um dos principais aliados do presidente Donald Trump, abre uma nova frente de incerteza política nos Estados Unidos a poucos meses das eleições de novembro. O parlamentar, de 71 anos, morreu após uma doença breve e repentina, segundo comunicado divulgado por seu gabinete.
Representante da Carolina do Sul no Senado desde 2003, Graham buscava um novo mandato e já havia vencido a primária republicana no estado. Sua morte obriga o partido a reorganizar a disputa eleitoral e também provoca efeitos imediatos sobre a agenda legislativa em Washington.
Pela legislação da Carolina do Sul, o governador Henry McMaster, também republicano, poderá nomear temporariamente um substituto para a cadeira. Paralelamente, o partido terá de definir um novo nome para disputar a vaga nas eleições de novembro.
A expectativa é de um processo acelerado para a escolha do novo candidato republicano. Entre os nomes mencionados no cenário político estão a deputada federal Nancy Mace, a vice-governadora Pamela Evette e o deputado Ralph Norman.
Trump afirmou neste domingo que já tem um nome em mente para ocupar temporariamente a vaga, mas evitou revelar sua escolha diante da proximidade da morte de Graham.
A disputa ganha importância porque os republicanos trabalham com uma maioria estreita no Senado. Embora a nomeação de um substituto pelo governador da Carolina do Sul deva preservar, inicialmente, a vantagem do partido, qualquer atraso na escolha pode dificultar votações importantes.
O cenário é agravado pela ausência do senador Mitch McConnell, que também vinha afastado das atividades legislativas. Com isso, a bancada republicana enfrenta limitações para avançar em temas prioritários da Casa Branca.
Graham exercia papel relevante em algumas das principais discussões do Congresso. Presidente da Comissão de Orçamento do Senado, ele participava das articulações para avançar propostas defendidas pelo governo Trump, incluindo mudanças relacionadas às regras eleitorais.
O senador também era uma das vozes mais influentes da política externa americana. Defensor do apoio dos Estados Unidos à Ucrânia e de uma postura mais rígida contra a Rússia e o Irã, Graham mantinha atuação destacada nas discussões sobre segurança internacional e gastos militares.
Poucos dias antes de morrer, ele havia comemorado avanços em uma proposta bipartidária para impor sanções a países que compram petróleo e outras fontes de energia da Rússia. Após sua morte, aliados passaram a defender que o projeto seja levado rapidamente à votação como parte de seu legado político.
A Casa Branca também busca recursos adicionais para a Defesa, em meio às tensões militares envolvendo o Irã. Graham era considerado um importante defensor da ampliação dos investimentos no Pentágono.
Eleito pela primeira vez para a Câmara dos Representantes em 1994, Lindsey Graham chegou ao Senado em 2003 e se consolidou como uma das figuras mais conhecidas do Partido Republicano. Após disputar contra Trump nas primárias presidenciais de 2016, tornou-se um dos aliados mais próximos do presidente no Congresso.
Agora, sua morte provoca efeitos simultâneos na campanha eleitoral, na composição temporária do Senado e na tramitação de pautas estratégicas para o governo. A escolha de seu substituto e a definição do novo candidato republicano na Carolina do Sul deverão movimentar a política americana nas próximas semanas.
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