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Flávio Bolsonaro reage à operação contra Jaques Wagner e diz que caso virou “escândalo do PT”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso Banco Master, após a Polícia Federal cumprir mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado. A ação ocorreu nesta quinta-feira (18), durante a nona fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que a operação amplia a necessidade de investigação parlamentar sobre o caso e associou o episódio ao Partido dos Trabalhadores.

“Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula, não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!”, escreveu o senador.

A nova etapa da operação investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e favorecimento envolvendo o Banco Master e agentes públicos. Entre os alvos está Jaques Wagner, cujo nome já havia sido citado nas investigações após a revelação de que uma empresa ligada à sua família recebeu cerca de R$ 11 milhões do Banco Master por contratos de consultoria, fato que é apurado pela Polícia Federal.

Em nota, Jaques Wagner afirmou que não tem conhecimento dos detalhes da investigação e declarou que “jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”. A empresa também negou qualquer irregularidade e informou que os serviços contratados foram efetivamente prestados, com emissão de notas fiscais e recolhimento dos tributos devidos.

Flávio também é citado nas investigações

O caso Banco Master também atingiu Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios, revelados pelo portal The Intercept Brasil, nos quais o senador solicita apoio financeiro ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para concluir a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).

Nas gravações, Flávio demonstra preocupação com atrasos em pagamentos da produção e menciona compromissos financeiros assumidos com integrantes da equipe do longa, entre eles o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.

Posteriormente, reportagens também apontaram a participação formal do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na estrutura financeira do projeto cinematográfico. A Polícia Federal investiga se recursos ligados ao filme podem ter sido utilizados para custear a permanência do parlamentar nos Estados Unidos, hipótese que ainda está sob apuração.

Após o avanço das investigações, Flávio Bolsonaro passou a defender publicamente a instalação de uma CPMI para apurar todas as relações entre o Banco Master, agentes públicos e empresas envolvidas no caso. O senador também informou que solicitou uma prestação de contas detalhada da produtora responsável pelo filme e do fundo de investimento que financiou a obra.

A Operação Compliance Zero segue em andamento.

Fonte: Clique aqui

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