Desenrola não freia endividamento dos brasileiros e índice atinge recorde histórico em maio
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Mesmo com os esforços federais focados na renegociação de débitos, o endividamento da população brasileira registrou o seu quinto crescimento mensal consecutivo e alcançou um patamar recorde em maio de 2026: 81,6% das famílias do país possuem dívidas. O indicador apresentou avanço em comparação ao mês de abril, quando a taxa estava em 80,9%.
Os dados constam na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O cenário de aperto financeiro é monitorado de perto pelo Palácio do Planalto, sendo apontado por analistas como um dos principais desafios de desgaste político e de articulação para a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A metodologia da CNC rastreia compromissos financeiros futuros a vencer em diversas frentes, englobando cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestações de veículos e financiamentos imobiliários.
A pesquisa trouxe os seguintes desdobramentos:
- Cartão de Crédito: Segue isolado como a principal fonte de pendências, sendo mencionado por 84,6% das famílias endividadas;
- Inadimplência Geral: A parcela de famílias com contas em atraso subiu ligeiramente, saindo de 29,7% em abril para 29,9% em maio;
- Sem Condições de Pagar: O grupo de consumidores que declaram não ter condições de quitar suas dívidas vencidas permaneceu estável em 12,3%.
Buscando amenizar o impacto do superendividamento, o governo federal colocou em execução o programa Novo Desenrola Brasil, voltado a pessoas físicas e microempresas com faixas de rendimento de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
A iniciativa permite a repactuação de compromissos financeiros contraídos até 31 de janeiro de 2026 (como cartões e cheque especial) com atrasos de 90 dias a dois anos. As condições fixadas pelo Ministério da Fazenda preveem abatimentos de 30% a 90% no montante principal e tetos de juros de 1,99% ao mês.
Segundo balanço apresentado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, a vertente preventiva e de socorro já operou a renegociação de seis milhões de contratos de dívidas, projetando atingir dez milhões de acordos até o encerramento do mês corrente. A pasta calcula que cerca de quatro milhões de brasileiros conseguiram limpar o nome e deixar os cadastros restritivos de crédito (como SPC e Serasa) por meio do mutirão econômico, embora o fluxo macroeconômico de novos endividamentos no comércio continue operando em ritmo superior de aceleração.
Fonte: Bahia Notícias
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