Mais de 30 pessoas são resgatadas em situação análoga à escravidão no interior de SP
Grupo era aliciado na Região Nordeste e no interior paulista; um deles é menor de idade
Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 35 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma fazenda no município de Gabriel Monteiro, no interior de São Paulo. A ação ocorreu na quarta-feira (20). De acordo com auditores-fiscais, os trabalhadores faziam corte de cana-de-açúcar e, entre os resgatados, havia um adolescente de 17 anos.
Eles não tinham carteira de trabalho assinada. Conforme a fiscalização, o grupo foi aliciado na Região Nordeste e no interior paulista com a promessa de que teriam contrato de trabalho formal e alojamento adequado. O recrutamento era feito por um empreiteiro contratado pelo dono da fazenda.
No entanto, na fazenda, os trabalhadores faziam o corte manual da cana com uso de facões, tinham de ficar de pé durante toda a jornada e expostos ao sol e à chuva. A jornada era de segunda-feira a domingo, sem descanso.
A equipe verificou a falta de banheiros e de local para refeições, obrigando os trabalhadores a terem de se alimentar sentados no chão ou no meio da plantação.
“Nenhum equipamento de proteção individual era fornecido, como botas, luvas e caneleiras, nem itens de proteção contra a exposição solar, como chapéus e protetor solar. O transporte até a frente de trabalho era realizado em ônibus sem autorização e em condições inadequadas de segurança”, informa o ministério.
O grupo vivia em duas casas alugadas em um município vizinho. No local, foram encontrados colchões velhos e fogões instalados dentro dos quartos. Não havia roupa de cama, cobertores ou armários.
A inspeção determinou a imediata paralisação das atividades e a dispensa dos trabalhadores por culpa do empregador. Os resgatados foram levados para um hotel e estão retornando para as cidades de origem, com as despesas pagas pelo proprietário da fazenda. Eles terão direito a receber seguro-desemprego.
O dono da fazenda firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Defensoria Pública da União (DPU), que prevê pagamento de R$ 111 mil por danos morais individuais e R$ 150 mil por dano moral coletivo. O proprietário já pagou R$ 415.012,45 de verbas rescisórias.
setembro 24, 2026TCE-BA aprova com ressalvas contas de convênio para obras de... - Leia Mais...
janeiro 17, 2026jogos das quartas de final movimentam Estádio Edvaldo Flores - Leia Mais...
julho 13, 2026Mulher resgatada após 55 anos trabalhando para a mesma família... - Leia Mais...
maio 6, 2026Semob inicia campanha com ação educativa voltada a servidores do... - Leia Mais...
dezembro 12, 202516ª Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária oferece pções... - Leia Mais...
janeiro 29, 2026Governo da Bahia publica resultado final de seleção de entidades... - Leia Mais...
novembro 19, 2025PM descobre ‘casa bomba’ que funcionava como depósito de drogas... - Leia Mais...
janeiro 9, 2026Governador se reúne com Prefeitura de Itabela para planejamento da... - Leia Mais...
novembro 18, 2025Bahia discute políticas públicas e práticas pedagógicas para a inclusão... - Leia Mais...
novembro 28, 2025Reconhecimento Facial alcança criminoso responsável por roubos e furtos na... - Leia Mais...
fevereiro 16, 2026Bombeiros encontram corpo durante buscas por vítimas do naufrágio no... - Leia Mais...
fevereiro 27, 2026Ossada humana é encontrada em matagal perto da Represa Billings - Leia Mais...













