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Datafolha melhora cenário de Lula contra Flávio Bolsonaro, mas desaprovação ainda preocupa PT

A nova pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (22) trouxe um alívio momentâneo para o presidente Lula da Silva (PT) no cenário eleitoral de 2026, especialmente no confronto direto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento apontou crescimento da vantagem de Lula no primeiro turno, que saltou de três para nove pontos percentuais em apenas uma semana.

Apesar da melhora nos números eleitorais, integrantes da cúpula petista seguem demonstrando preocupação com um indicador considerado estratégico para a reeleição: a avaliação do governo federal.

Segundo o levantamento, a desaprovação da gestão Lula continua numericamente superior à aprovação, mesmo com redução da diferença entre os índices negativos e positivos. O saldo desfavorável caiu de nove para seis pontos percentuais no intervalo de seis dias, mas ainda mantém o Planalto em estado de atenção.

Nos bastidores do PT, dirigentes avaliam que a recuperação eleitoral de Lula ainda não é suficiente para garantir tranquilidade na corrida presidencial. O entendimento dentro do partido é de que presidentes reeleitos no Brasil historicamente chegaram ao período eleitoral com saldo positivo de aprovação popular.

Aliados do presidente consideram que parte do desgaste atual do campo bolsonarista está concentrado sobre Flávio Bolsonaro, especialmente diante das repercussões envolvendo sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, tema que passou a ser explorado politicamente por integrantes governistas.

Mesmo assim, a avaliação predominante no PT é de que o governo ainda enfrenta dificuldades para converter programas e ações administrativas em melhora consistente de popularidade junto ao eleitorado.

Um dirigente petista ouvido nos bastidores resumiu a estratégia defendida internamente para os próximos meses: ampliar a divulgação das entregas do governo e reforçar a comunicação sobre medidas econômicas e sociais adotadas desde o início do mandato.

O núcleo político do Palácio do Planalto aposta que iniciativas ligadas à geração de emprego, recuperação da renda e programas sociais poderão ajudar na reversão gradual dos índices de desaprovação até o início oficial da campanha eleitoral.

Além do cenário presidencial, o avanço ou queda da aprovação do governo também influencia diretamente as articulações estaduais e a montagem das alianças para o Congresso Nacional, especialmente na disputa pelo Senado, considerada prioridade tanto pelo PT quanto pelo grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lideranças governistas reconhecem, conforme informações de bastidores, que o desafio central da campanha de Lula é a recuperação econômica.

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