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Bolsonaristas baianos saem em defesa de Flávio Bolsonaro após vazamento de áudios sobre filme de Jair Bolsonaro

A repercussão dos áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro mobilizou aliados bolsonaristas na Bahia nesta quarta-feira (13). Parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiram às denúncias e defenderam publicamente o filho do ex-chefe do Executivo.

Em entrevista ao bahia.ba, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) afirmou que não vê motivos para uma eventual substituição de Flávio Bolsonaro pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na corrida presidencial de 2026.

Segundo o parlamentar, a polêmica reforça o crescimento político do senador dentro do campo conservador.

“Não enxergo nenhum motivo para essa substituição. O Flávio está indo muito bem e essa situação demonstra o desespero de quem vê o crescimento dele”, declarou.

Leandro de Jesus também comparou o episódio a outros financiamentos privados de produções audiovisuais ligadas a figuras políticas brasileiras. O deputado citou supostos apoios de Daniel Vorcaro a filmes relacionados ao presidente Lula da Silva (PT) e ao ex-presidente Michel Temer.

“O financiamento privado de filmes e documentários acontece de maneira recorrente no Brasil. Inclusive, o próprio Vorcaro teria patrocinado produções sobre Lula e Temer”, afirmou.

O parlamentar baiano sustentou ainda que a busca por patrocínio para o longa “Dark Horse”, inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro, não representa qualquer irregularidade.

“Flávio Bolsonaro já explicou que procurou apoio financeiro de empresas para a produção do filme. Isso é natural e não vejo nada de errado. Estão tentando criar um contorcionismo político para atacá-lo”, disse.

Outro integrante da bancada bolsonarista baiana que se manifestou foi o deputado federal Capitão Alden (PL). Em nota, o parlamentar afirmou que ninguém pode ser condenado por “vazamentos seletivos” ou “recortes fora de contexto”.

Segundo Alden, é necessário separar debate político, narrativa eleitoral e eventual ilegalidade antes de qualquer julgamento público.

“Se houve solicitação de apoio para financiamento de projeto audiovisual, cultural ou institucional, isso, por si só, não configura irregularidade. Relações entre agentes públicos, empresários e apoiadores existem em diversos ambientes da vida pública e privada, desde que respeitados os limites da legalidade”, afirmou.

O caso ganhou dimensão nacional após reportagem do Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro, nos quais o senador pede recursos financeiros a Daniel Vorcaro para a conclusão do filme sobre Jair Bolsonaro. O material mostra o parlamentar demonstrando preocupação com atrasos nos pagamentos da produção e cobrando uma posição do empresário.

Após a divulgação, Flávio Bolsonaro afirmou que buscava apenas “patrocínio privado para um filme privado”, negando qualquer uso de dinheiro público ou favorecimento político. O senador também voltou a defender a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.

Fonte: Clique aqui

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