A partir de 01 de março, supermercados permanecerão fechados aos domingos – Imprensa Bahia
A partir de 1º de março de 2026, Supermercados, atacarejos e lojas de materiais de construção passarão a permanecer fechados aos domingos, após um acordo firmado entre sindicatos de trabalhadores e representantes do setor empresarial.
A decisão, sem precedentes no Brasil, transforma o estado em um laboratório de um modelo já adotado em diversos países europeus.
Faltando menos de um mês para a nova regra entrar em vigor — restam apenas três domingos com funcionamento liberado —, empresas e consumidores já se preparam para a mudança, que deve alterar o fluxo de clientes ao longo da semana e impactar o planejamento do comércio.
A expectativa do setor é de aumento significativo no movimento aos sábados e às segundas-feiras. Diante disso, empresários avaliam reforçar escalas de trabalho e até ampliar quadros de funcionários nesses dias, para atender à maior demanda concentrada fora do domingo.
O fechamento dominical ocorre em meio à entrada em vigor, em âmbito nacional, da regra do governo federal que limita o trabalho aos domingos e feriados no comércio. A partir de março de 2026, o funcionamento nesses dias passa a depender de acordos coletivos específicos entre empresas e sindicatos, além da observância da legislação municipal.Mudança na legislação e reação do setor. A rotina de compras no Espírito Santo vai mudar, por comta desta medida.
A nova norma decorre da Portaria nº 3.665/2023, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em novembro de 2023, mas que teve sua vigência adiada quatro vezes. O último adiamento ocorreu em junho de 2025, diante da falta de consenso entre centrais sindicais, empregadores e governo.
Com a medida, foi revogada a autorização permanente para trabalho em feriados, concedida por uma portaria de 2021, que abrangia desde supermercados e farmácias até o comércio varejista em geral, atacadistas e distribuidores.
Entidades empresariais reagiram de forma crítica à mudança. Para representantes do setor, a exigência de negociações coletivas e os custos adicionais dificultam o planejamento das operações e afetam a previsibilidade do comércio, especialmente em datas de grande movimento.
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