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União Brasil se alinha ao PSD de Kassab e deixa Lula e o PT da Bahia preocupados

Com Gilberto Kassab no centro das articulações e Otto Alencar sob pressão na Bahia, bastidores indicam que a oposição nacional ganha forma e musculatura longe do controle do Palácio do Planalto

A decisão de Gracinha Caiado de assumir a presidência do União Brasil em Goiás, após a saída do governador Ronaldo Caiado (PSD) da legenda, vai além de um movimento local e se insere em uma engrenagem política nacional em plena aceleração. A primeira-dama goiana passa agora a comandar o União Brasil no estado, mantendo influência direta sobre duas das principais forças do campo oposicionista.

O gesto tem peso simbólico e prático. De um lado, preserva a unidade do União Brasil em Goiás. De outro, reforça a ponte política com o PSD, presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, figura central na reorganização do centro e da direita no país. Kassab, vale lembrar, foi um dos quadros históricos do PFL, legenda que virou DEM e, posteriormente, deu origem ao atual União Brasil.

Segundo fontes do #Acesse Política, PSD, União Brasil, Progressistas e Republicanos estão hoje alinhados e afinados, trabalhando de forma coordenada para construir uma frente sólida contra o presidente Lula (PT) e o Partido dos Trabalhadores nas eleições de outubro.

Kassab amplia poder enquanto Bahia vira foco de tensão

Na Bahia, o cenário é de tensão crescente dentro do PSD. O senador Otto Alencar (PSD) é apontado como o principal responsável por rifar o colega Angelo Coronel (PSD) da chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O processo começou com a indicação de um filho ao Tribunal de Contas do Estado e avançou até o isolamento político de Coronel, praticamente empurrado para fora da base governista.

Com isso, Otto prestou um serviço estratégico ao governo estadual e, sobretudo, ao senador Jaques Wagner (PT-BA), que há tempos desejava afastar Coronel, visto nos bastidores como infiel e desleal. O movimento, no entanto, não foi feito sem riscos. Otto demonstrou força local, mas segue sem controle real sobre o PSD, partido comandado nacionalmente por Kassab, conhecido no meio político por sua habilidade em virar o jogo quando menos se espera.

Chapa puro-sangue e insegurança no PT

A saída de Coronel deveria ter pacificado o ambiente governista, abrindo caminho para a consolidação da chamada chapa puro-sangue do PT, com Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa ocupando três das quatro vagas centrais da sucessão estadual. Na prática, porém, o que se vê é insegurança.

Nem o governador nem o ministro da Casa Civil tratam a debandada de Coronel, sinalizando receio de novos movimentos. A avaliação interna é de que Kassab não sacrificaria um projeto nacional competitivo apenas para atender acordos regionais na Bahia.

Fator ACM Neto e o efeito Caiado

Outro elemento que assombra o governo baiano é a possibilidade de o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), seguir o caminho de Ronaldo Caiado e migrar para o PSD. Caso isso ocorra, Neto poderia se tornar o candidato natural do partido ao governo da Bahia, embaralhando de vez o jogo local.

Faltando poucos meses para as convenções partidárias, a leitura predominante é que nada está fechado. As articulações de Gracinha Caiado em Goiás, o protagonismo de Kassab no plano nacional e o desalinhamento do PSD baiano indicam que as pedras apenas começaram a rolar no xadrez político.

Fonte: Clique aqui

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