Governador celebra a fé e tradição baiana na chegada à Basílica do Senhor do Bonfim | SECOM
Depois de percorrer os oito quilômetros de muita fé e devoção, na manhã desta quinta-feira (15), o governador Jerônimo Rodrigues concluiu o cortejo da tradicional Lavagem do Senhor do Bonfim ao chegar ao adro da Basílica do Senhor do Bonfim, na Colina Sagrada, no início da tarde. Acompanhado do vice-governador Geraldo Júnior, secretários de Estado e outras autoridades, no alto das escadarias, Jerônimo foi recebido pelas baianas, que realizaram o tradicional banho de cheiro, um dos momentos mais simbólicos da celebração.
“Uma caminhada bonita. A gente vem abraçando o povo, sendo abraçado e deixando aqui os pedidos nossos para que 2026 seja de muita paz, saúde e dinheiro no bolso. Uma caminhada muito especial pedindo pela paz no mundo, pelo combate à fome, pedindo pelo emprego das pessoas e a saúde pra todos nós”, ressaltou o chefe do Executivo baiano.
Uma das mais importantes manifestações populares, culturais e religiosas da Bahia, a celebração reuniu milhares de fiéis, baianos e turistas, reafirmando a força da fé e do sincretismo religioso que marcam a identidade do povo baiano. Com o tema deste ano, “O Exercício do Ministério Público de Jesus, o Amado Senhor do Bonfim”, a festa reforça seu significado religioso e social. Para o fiel João Silva, que acompanha a Lavagem do Bonfim há mais de 20 anos, a celebração é um momento especial. “Todo ano eu venho agradecer e renovar minha fé. O Bonfim representa esperança, proteção e força para seguir em frente”, afirmou.
Baianos e turistas
Como a estudante que mora no Canadá, Gabriela Todescan, baianos e turistas aproveitaram a Lavagem para agradecer e fazer pedidos ao Senhor do Bonfim. “A minha mãe é daqui. Eu estou aqui em Salvador até final de fevereiro, aí eu vim participar hoje. E eu estou amando. Já tomei banho de água de cheiro, agora eu fui abençoada. E a minha mãe tem uma ligação muito grande com a igreja, então para mim foi muito importante vir andando”, declarou Gabriela.
Para a baiana de acarajé que participa do cortejo há 50 anos, Raimunda dos Santos: “quem acredita, encontra. Tem livramento, tem tudo. Meu Pai Oxalá, meu Pai Obaluaê, minha mãe Iansã, meu Pai Xangô, que me dê força para eu viver”, disse.
Repórter: Joci Santana/GOVBA
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