“Não existe democracia plena onde a cor define quem vive”, alerta vereadora de Salvador
A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice-presidente da Comissão de Reparação, voltou a elevar o tom ao tratar do Dia da Consciência Negra, criticando o tratamento simbólico dado à data e alertando para o que classifica como “um país ainda marcado pela cor da pele como determinante do destino de milhões”.
Segundo Ireuda, não há espaço para comemorações enquanto a desigualdade racial estrutura o cotidiano brasileiro. Ela afirma que “não existe democracia plena em um país onde a cor da pele ainda define quem vive, quem morre, quem trabalha, quem estuda e quem tem direito ao futuro”. Para a parlamentar, essa realidade deveria colocar o tema no centro do debate público e não restrito a discursos uma vez por ano.
Os números reforçam a gravidade do quadro. Apesar de 56% da população brasileira ser negra, trabalhadores negros seguem recebendo cerca de 40% menos que trabalhadores brancos, enquanto mulheres negras continuam liderando todos os indicadores de exploração, precarização e invisibilidade. “Se a maioria é negra, por que a minoria continua ocupando os espaços de poder? Isso não é acaso, é estrutura”, criticou.
Ireuda também classificou a violência racial como “o maior retrato da desigualdade no Brasil”. Dados mostram que 77% das vítimas de homicídio são pessoas negras e que a mortalidade materna entre mulheres negras é quase o dobro da registrada entre mulheres brancas. “Quando uma mulher negra morre por falta de assistência, não é falha do sistema, é consequência de um modelo que naturaliza a negligência”, afirmou.
A vereadora destacou ainda a responsabilidade particular de Salvador, cidade reconhecida como a maior população negra fora da África. Para ela, isso exige liderança no combate ao racismo institucional. “Não podemos admitir que, mesmo aqui, oportunidades sejam negadas, violências sejam ignoradas e vidas negras sigam tratadas como descartáveis”, disse.
Por fim, Ireuda fez um chamado por coragem política: “Avançamos, sim. Mas não o suficiente para descansar. Quem acha que a luta acabou está fechando os olhos para a realidade. Não precisamos de discursos vazios, precisamos de ações concretas, orçamentos que priorizem a população negra e compromisso real com equidade.”
maio 30, 2026Bolsonaro segue com limitações no ombro, dizem médicos - Leia Mais...
janeiro 6, 2026Vereadora lidera ranking de produtividade na Câmara de Salvador em... - Leia Mais...
dezembro 17, 2025SAC Móvel atende em Salvador neste final de ano |... - Leia Mais...
abril 7, 2026Motta diz que fim da escala 6×1 será debatida por... - Leia Mais...
janeiro 15, 2026Marcas históricas do turismo baiano são celebradas na Lavagem do... - Leia Mais...
novembro 7, 2025Motta anuncia Derrite como relator do projeto antifacção - Leia Mais...
dezembro 16, 2025Pessoas com deficiência serão beneficiadas em novo edital lançado pela... - Leia Mais...
abril 14, 2026Simone Mendes está fora do São João de Jequié após... - Leia Mais...
fevereiro 2, 2026Câmara aprova MP do programa Gás do Povo - Leia Mais...
dezembro 12, 2025Governo da Bahia confirma apoio ao Pôr do Som com... - Leia Mais...
janeiro 16, 2026Governador celebra a fé e tradição baiana na chegada à... - Leia Mais...
abril 14, 2026Governo do Estado promove consulta pública para o Edital Carnaval... - Leia Mais...













