PL não vai abrir mão de enquadrar organizações como terroristas, diz líder da legenda
O líder do PL (Partido Liberal) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que a bancada não abrirá mão de classificar organizações criminosas como terroristas. A declaração ocorreu nesta terça-feira (11), após o relator do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado anunciar recuo na elaboração do parecer.
“Crime de terrorismo exige cooperação de inteligência internacional, que é o que está faltando ao Brasil para enfrentar o crime organizado. Somente com a inteligência das policiais estaduais e da Polícia Federal, lamentavelmente, o crime organizado no Brasil não será resolvido”, afirmou em coletiva de imprensa.
Sóstenes Cavalcante ainda afirmou que há uma tendência da bancada de apoiar o texto de Derrite. Ele destacou, entretanto, que o apoio a uma matéria não está condicionada a outra.
“Se o relator Derrite quer tirar o terrorismo do projeto, nós do PL temos interesse no projeto antiterrorismo. Não abriremos mão de colocar os criminosos no Brasil como terroristas”, disse.
De autoria do deputado Danilo Forte (União-CE), o texto, apelidado de “PL Antiterrorismo”, é uma das principais bandeiras da oposição e já tinha requerimento de urgência aprovado, o que garantiria a votação direto no plenário da Casa.
Texto Derrite
Derrite anunciou, nesta terça-feira (11), que o substitutivo a ser apresentado por ele não fará alterações à Lei Antiterrorismo, de 2016. A decisão, articulada com o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e com parlamentares, foi de propor a criação de uma nova lei ordinária.
A proposta de Derrite alterava a lei que tipifica o terrorismo, ao igualar as penas desse crime às condutas de organizações criminosas, paramilitares ou milícias privadas. No relatório, Derrite defende que a equiparação não se trata de classificar esses grupos como “organizações terroristas”, mas de reconhecer os efeitos semelhantes.
O texto proposto por Derrite, entretanto, também altera outro artigo da lei que trata de terrorismo, com mudanças na definição das atribuições da PF (Polícia Federal). É justamente esse dispositivo que é apontado por aliados do governo Lula (PT) como um ataque à autonomia da corporação.
Na mais recente versão do parecer, apresentada na última segunda-feira (10), Derrite estipulava que investigação criminal de casos que envolvam organizações criminosas, paramilitares ou milícias privadas caberão, ao menos inicialmente, às polícias civis, com controle externo do respectivo Ministério Público Estadual
As críticas se concentram na previsão da PF como um apoio às polícias civis, já que o texto cita que nesses casos a corporação atuar com “apoio investigativo, técnico, operacional ou informacional”.
novembro 19, 2025PM descobre ‘casa bomba’ que funcionava como depósito de drogas... - Leia Mais...
junho 8, 2026Bahia recebe tomógrafos e novos equipamentos para ampliar oferta de... - Leia Mais...
junho 7, 2026União Europeia se move para acelerar entrada de novos membros - Leia Mais...
novembro 14, 2025Cadelinha terapeuta Lola encanta crianças e adultos durante visita ao... - Leia Mais...
março 3, 2026Estupro no RJ: filho de subsecretário de Direitos Humanos é... - Leia Mais...
abril 16, 2026Lula afirma que mundo não dá direito a Trump ameaçar... - Leia Mais...
outubro 30, 2025Prazo para inscrição a vagas remanescentes do Fies termina hoje - Leia Mais...
julho 14, 2026Pedido de vista adia votação da Política de Minerais Críticos - Leia Mais...
dezembro 7, 2025Por que cantar é surpreendentemente bom para a saúde - Leia Mais...
novembro 26, 2025Fórum consolida posição de destaque da Bahia na rota dos... - Leia Mais...
março 16, 2026Inscrições do Minha Casa Minha Vida começam nesta segunda-feira (16)... - Leia Mais...
novembro 30, 2025Equipamentos para a saúde e tecnologias para a segurança são... - Leia Mais...













