Netanyahu promete reagir a novas ameaças do Hezbollah e cobra desarmamento no Líbano
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou a adotar um tom firme neste domingo (2) ao afirmar que Israel reagirá com força a qualquer tentativa de rearmamento do Hezbollah e que não permitirá que o Líbano se torne uma nova frente de conflito. A declaração foi feita durante a reunião semanal do gabinete em Tel Aviv, em meio ao aumento das tensões na fronteira norte.
“O Hezbollah está sofrendo baixas constantes, mas tenta se rearmar e se reorganizar. Esperamos que o governo libanês cumpra o prometido: desarmar o Hezbollah. Israel exercerá seu direito à autodefesa e agirá conforme necessário”, disse Netanyahu, segundo nota divulgada pelo seu gabinete.
O ministro da Defesa, Israel Katz, reforçou a cobrança e afirmou que o presidente libanês, Josef Aoun, estaria atrasando o cumprimento do acordo de desarmamento firmado em 2024. Katz alertou que Israel continuará utilizando todas as medidas necessárias para proteger seus cidadãos no norte do país.
O atual cessar-fogo entre Israel e o Líbano, mediado pelos Estados Unidos em novembro de 2024, encerrou mais de um ano de confrontos provocados pela guerra em Gaza. O pacto determina que apenas as forças de segurança libanesas mantenham armamento ativo, exigindo o desmantelamento total das milícias do Hezbollah.
Apesar disso, o processo avança lentamente. Fontes militares relatam que a destruição de depósitos de armas do grupo xiita ocorre com extrema cautela, para evitar choques internos no Líbano. O país enfrenta divisões políticas e forte pressão de aliados ocidentais, como Washington e Riad, para cumprir o plano.
Desde a morte de Hassan Nasrallah, líder histórico do Hezbollah, durante a guerra do ano passado, o grupo mantém-se em trégua relativa. No entanto, suas lideranças já advertiram que reagirão caso o governo libanês amplie as operações de desarmamento para além do sul do país.
Com o cenário instável e a fronteira norte ainda sob tensão, a posição de Netanyahu sinaliza que Israel não hesitará em agir militarmente se considerar violados os termos do acordo. O tom do premiê também deixa claro que a paciência de Tel Aviv com Beirute está se esgotando, e que o cessar-fogo mediado por Washington pode estar por um fio.
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