STJ autoriza ronda virtual em busca de pornografia infantil
A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a realização de rondas virtuais por software da polícia que varre redes de trocas de arquivo P2P (ponto a ponto) em busca de pornografia infantil.
Pela decisão, não é preciso autorização judicial para que a polícia vasculhe com ferramentas específicas ambientes digitais públicos e em que circulem arquivos trocados entre os usuários.
A polícia também não precisa de autorização para pedir diretamente às operadoras de internet informações cadastrais vinculadas a um IP (espécie de endereço eletrônico que identifica cada dispositivo de acesso), reforça a decisão.
Prevaleceu o entendimento do relator, ministro Rogério Schietti, para quem as rondas virtuais não se confundem com as invasões virtuais, que precisam de autorização judicial e nas quais agentes da polícia se infiltram em ambientes digitais privados e com alvo específico.
O caso está relacionado com a Operação Predador, esforço integrado entre as polícias civis de combate à pedofilia infantil na internet. Por meio do software CRC (Child Rescue Coalition), agentes de segurança detectaram o compartilhamento de arquivos ilegais a partir do computador de um dentista em Mato Grosso do Sul.
O homem foi então alvo de buscas autorizadas pela Justiça, e foi denunciado após ser encontrado o computador que armazenava as imagens de pornografia infantil. A defesa recorreu até o STJ, alegando que a investigação foi ilegal porque os policiais não tinham autorização judicial quando primeiro infiltraram ambiente digital privado.
Schietti rebateu o argumento, negando que tenha havido qualquer violação da privacidade ou da intimidade do investigado. O ministro apontou que a ronda virtual faz uma varredura automática em redes abertas, em que os dados ficam disponíveis a qualquer usuário.
“Não se trata, portanto, de invasão a espaço privado ou interceptação de comunicações, que exigiriam prévia autorização judicial, mas de coleta de informações disponíveis em ambiente compartilhado. Trata-se de ronda contínua que não se direciona a pessoas determinadas”, disse o ministro.
O relator apontou ainda que o Marco Civil da Internet autoriza a polícia a ter acesso direto, sem autorização judicial, a dados cadastrais simples ligados a um IP, como nome, filiação e endereço. Tais informações não estão protegidas por sigilo, frisou Schiett i.
outubro 24, 2025Juiz que detonou Moro, Deltan e Lava Jato é alvo... - Leia Mais...
março 3, 2026Subsecretário do Rio é demitido após envolvimento de filho em... - Leia Mais...
março 15, 2026aparência continua abatida, e a voz está enfraquecida - Leia Mais...
janeiro 27, 2026Boulos acredita que fim da escala 6×1 pode ser aprovado... - Leia Mais...
outubro 28, 2025Com 361 votos a favor e 77 contra, Câmara aprova... - Leia Mais...
abril 15, 2026CNPQ anuncia edital com R$ 120 milhões para bolsas de... - Leia Mais...
fevereiro 25, 2026Estupro: Senado aprova vulnerabilidade absoluta para menor de 14 anos - Leia Mais...
maio 24, 2026Unilab e Instituto Maria da Penha abrem turma de educação... - Leia Mais...
janeiro 29, 2026Com investimento de R$ 16 milhões para a assistência social... - Leia Mais...
novembro 13, 2025Reunião do Grupo Intersetorial Quilombola reúne secretarias e lideranças em... - Leia Mais...
novembro 23, 2025SESAU prepara mais uma Ação voltada a saúde do homem;... - Leia Mais...
janeiro 29, 2026Janeiro Branco: servidores estaduais participam de evento sobre saúde mental... - Leia Mais...













