Senador mais jovem do Brasil reforça bancada que apoia Flávio Bolsonaro
O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), de 35 anos, será o senador mais jovem do Brasil em décadas, quando tomar posse em fevereiro de 2027. Ele foi eleito pelo Paraná no último domingo (4), com 3.148.583 votos, equivalentes a 27,25% dos votos válidos, e é um antigo aliado do bolsonarismo.
Advogado formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Barros ganhou projeção política durante a mobilização pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, foi vereador em Londrina, eleito em 2016, e conquistou uma cadeira de deputado federal em 2018, na primeira eleição presidencial de Jair Bolsonaro.
Aos 35 anos e oito meses na posse, ele ficará abaixo do recorde de idade de outros senadores eleitos no século passado e superará Irajá Abreu, que assumiu o mandato com 35 anos e 11 meses, em 2019, segundo informações da Agência Senado. A Constituição estabelece 35 anos como idade mínima para ocupar uma cadeira no Senado.
Aliado do bolsonarismo e defensor do voto impresso
Barros ficou conhecido nacionalmente por defender a discussão sobre o voto impresso. Em 2021, atuou como relator de uma proposta de emenda à Constituição sobre o tema, que acabou rejeitada pela Câmara dos Deputados. O parlamentar também defende o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirma que pretende ampliar o debate sobre o funcionamento do Judiciário no Senado.
Próximo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador eleito também presidiu a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara. Em declaração após o resultado eleitoral, afirmou que pretende ampliar a articulação política do Paraná em Brasília e manifestou apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Eleição fortalece grupo político no Paraná
A eleição de Barros ocorreu junto à de Deltan Dallagnol (Novo), que também conquistou uma vaga no Senado pelo estado. A situação jurídica da candidatura de Dallagnol ainda depende de análise da Justiça Eleitoral, conforme as informações divulgadas após a votação.
O Paraná também elegeu Sergio Moro (PL-PR) governador no primeiro turno. Com a ida de Moro para o Executivo estadual, a vaga que ele ocupava no Senado deverá ser assumida pelo suplente Luis Felipe Cunha, conforme as regras de substituição parlamentar.
A trajetória de Barros também foi marcada por controvérsias. Em 2022, a Polícia Federal apontou o deputado como responsável pelo vazamento de informações de uma investigação sobre ataque aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao então presidente Jair Bolsonaro. Barros não foi indiciado no caso, segundo a reportagem da Folha de S.Paulo.
Com mandato previsto para começar em 1º de fevereiro de 2027 e duração de oito anos, o parlamentar passará a integrar o Senado em uma legislatura que terá papel importante nas discussões sobre o Judiciário, a legislação eleitoral e a relação entre os Poderes.
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