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Pesquisa aponta desânimo e rejeição entre eleitores às vésperas da eleição presidencial

A eleição chega às urnas em um cenário marcado por esperança, desânimo e rejeição. Pesquisa Travessia, realizada com exclusividade para o Estadão, mostra que 42,5% dos eleitores associam a disputa à esperança, enquanto outros citam sentimentos como descrença, revolta e desânimo.

Entre os eleitores de 16 a 34 anos, a percepção negativa supera a positiva. Nesse grupo, 41% demonstram sentimentos negativos em relação à eleição, contra 35,8% que afirmam sentir esperança.

O levantamento também revela a força do voto motivado pela rejeição. 46% dos entrevistados dizem que votarão em um candidato principalmente para impedir a vitória de outro. O percentual sobe para 49,8% entre eleitores com renda de até dois salários mínimos e chega a 51,2% na região Norte.

Por outro lado, 49,4% afirmam que a escolha será baseada nas propostas ou na admiração pelo candidato.

Desânimo pode afetar participação

A pesquisa aponta ainda que uma parcela significativa dos eleitores não tem certeza se irá votar. 78,5% afirmam que certamente comparecerão às urnas, enquanto 20,2% ainda estão indecisos sobre a participação e 1,3% não souberam ou não responderam.

Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos na região Sudeste, a disposição é menor: 64,9% dizem que votarão com certeza, enquanto 31,5% ainda não têm essa definição.

Entre aqueles que demonstram menor disposição para participar, a principal justificativa é a descrença na capacidade da política de produzir mudanças. 33,6% afirmam que “não importa quem se eleja, os políticos são todos iguais e nada muda”. Outros 20,5% dizem que nunca votam e 15,8% afirmam não ter interesse por política.

Crise institucional e redes sociais

Para Renato Dorgan, CEO do Travessia e responsável pelo levantamento, a descrença está relacionada à perda de confiança em políticos e instituições. Ele também aponta o excesso de foco das campanhas nas redes sociais como um dos fatores que contribuiriam para o afastamento de parte do eleitorado do debate sobre propostas.

A pesquisa ouviu 1 mil eleitores por telefone em todo o Brasil, entre 23 e 25 de setembro. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os números mostram que a eleição de 2026 ocorre em meio a um cenário de menor engajamento, forte presença do voto por rejeição e uma parcela significativa do eleitorado ainda sem certeza sobre sua participação nas urnas.

Fonte: Clique aqui

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